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Comprar e vender casa em 2022: como irá evoluir o mercado?

As conclusões do Marketbeat Primavera 2022, da Cushman & Wakefield, que resume a atividade do mercado imobiliário nacional.
18 mar 2022 min de leitura

Apesar da atual incerteza sobre o real impacto que a guerra na Ucrânia terá na economia, a Cushman & Wakefield prevê a continuação da recuperação do mercado imobiliário nacional. Em termos de perspetivas, o segmento de compra e venda de casa deverá continuar a ser marcado por duas tendências distintas, nomeadamente pela entrada no mercado de mais produto direcionado à classe média e média alta e pelo aumento gradual na dificuldade no acessos ao crédito, segundo o estudo da consultora.

“O mercado doméstico deverá manter-se ativo, mitigando o impacto do recente fim do regime de vistos gold nas Áreas Metropolitanas de Lisboa e Porto e nas zonas litorais”, lê-se no comunicado enviado às redações.

Investimento em build to rent

Já o segmento de arrendamento privado (ou ‘PRS – private rented sector’), segundo a consultora, continua em crescimento, “por influência da escassez de oferta nos centros urbanos e flexibilidade ocupacional que oferece; mas também enquanto produto de investimento imobiliário que, aliado à falta de projetos de arrendamento contruídos de raiz (build to rent) tem levado muitos promotores a posicionarem-se para desenvolver este tipo de produto”.

De acordo com o estudo, o arrendamento habitacional continuará em crescimento, “potenciando o desenvolvimento de projetos de buil to rent, cuja oferta futura prevista totaliza atualmente os 10.000 fogos (na sua maioria de investimento camarário)”. Ainda assim, sendo estes projetos usualmente definidos de raiz para este uso, “é expectável alguma demora até que sua a entrada no mercado dê uma resposta efetiva à atual procura”, o que tem sido o “principal entrave” à entrada de investidores internacionais no mercado português.

Build to rent em Portugal
Gtres

A curto prazo, segundo a Cushman, perspetiva-se que o mercado de promoção e reabilitação urbana continue a ser marcado por um aumento dos custos de construção, bem como pela maior demora no licenciamento de projetos no caso do concelho de Lisboa. “O enfoque dos promotores será incrementalmente em imóveis de construção de raiz, em detrimento da reabilitação de imóveis”, salienta.

Outros segmentos do imobiliário

  • No que diz respeito ao segmento de escritórios, as expetativas apontam para um contínuo aumento dos volumes de ocupação a curto prazo, com a procura por espaços de qualidade a “justificar os maiores valores de arrendamento em certas zonas, podendo inclusive ocorrer aumentos residuais”.
  • Já o mercado de retalho encontra-se numa trajetória de recuperação, com níveis de procura equiparados a 2019. Contudo, “os recentes desenvolvimentos militares na Europa do Leste poderão reduzir a confiança do consumidor, e consequentemente suspender temporariamente alguns processos de tomada de decisão pela maior cautela dos ocupantes”, refere o estudo.
  • indústria e logística, que tem registado o maior dinamismo do setor, associado a uma “escassez de oferta de qualidade”, continua a impulsionar o investimento na reabilitação ou desenvolvimento de novos projetos.No seguimento do crescimento do comércio online e face à escassez de oferta de qualidade, perspetiva-se uma manutenção da pressão de operadores na área da logística urbana, particularmente por espaços próximos aos centros de Lisboa e Porto.
  • Em termos de oferta hoteleira, em 2021 inauguraram em Portugal 70 novas unidades, acima do número registado no ano anterior. Perspetiva-se que durante 2022 o turismo nacional mantenha a sua trajetória de recuperação gradual, com os seus principais indicadores a registar um novo crescimento homólogo; reforçada pelos próprios operadores, cujas reservas para o ano corrente estão já acima de 2021. Ainda assim, a situação atual na Europa do Leste poderá ter algum impacto nesta evolução nomeadamente pela instabilidade gerada e potencial aumento dos preços, incluindo combustíveis, volta a frisar a consultora.
  • Num contexto de recuperação gradual da atividade de investimento em imobiliário de rendimento, as estimativas de fecho de ano da Cushman apontam para um volume na ordem dos 3.200 milhões, igualando o máximo histórico de 2019 e refletindo um aumento de 47% face a 2021. “Entre as previsoes para o ano corrente, apesar de a previsível venda do portfolio de unidades hoteleiras gerido pela ECS influenciar o maior peso expectável do setor hoteleiro, com perto de 30%, o setor de escritórios deverá retomar a primazia, atingindo um terço do volume transacionado, com o retalho a recuperar, agregando cerca de 20% da procura”, remata consultora.
Fonte: Idealista
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